sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sobrevivente




Enquanto reféns são trocados,


Algumas mãos afagam,


outras faces apanham.


É o rosto dos condenados.




É a cara pela qual barganham


É tudo uma grande surpresa.


Estamos presos na incerteza!




Muitos foram os deixados


Sem ouvir qualquer adeus.


Admito, foram abusados


Os tantos erros meus.




E junto aos teus afagados,


são levemente arranhados.


Nossos corpos já muito marcados


juntaram-se aos condenados.




É um carpe diem diário.


É o carpe diem no quarto.


Amor, amor. É somente...


O amor do qual estou farto


e admito ser sobrevivente.



(Tenho o chão nas mãos e, no meio de tantos “nós”, as mãos na consciência. Quase sem ciência ou clarividência.)

Um comentário:

Fred F. disse...

Não canso de ler

bjs