terça-feira, 1 de julho de 2008

Veia acima




Lembro de querer calar as tolices,

para então, contar as estrelas.

Lembro de me perder olhando-as

manipular os caminhos, as crendices...


Quando você me faz lembrar

eu tento não fraquejar

E esquecer o formigar ( de pernas).


Sei, não é causa de querer

Tampouco é caso de sofrer.

Por isso não cabe mais gritar

Ou relutar, me debater...


Se alguém perguntar sobre as mentiras?

Sempre muito bem guardadas!Obrigada.

Vivem tranqüilas, veia acima do coração.

Entre uma artéria roubada, Entre a raiva e a solidão.

( Mas não pergunte onde enfiei o perdão.)

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