
Não, não estamos soltos. Estamos camuflados com as atribuições da vida (sem classificações de bom ou ruim). Passos sem pressa para os que acreditam em destino. Corpos se atropelam com o medo da queda. Queremos, por vezes, medir a grandeza das coisas por espécie e em espécie. Somos mesmo muito pequenos. A nossa pequenez é uma espécie de cegueira aparentemente brilhante e conformista.
Não, não estamos soltos. Estamos presos atrás da nossa condição de ser livre. A alma está presa ao corpo e sem ele não seria resistente ou sábia. As experiências da alma acontecem na presença da carcaça que vestimos. Nossa carcaça é dura, é pele, é couro. Unicamente somos dois, corpo e alma. Assim, a solidão não nos pertence. A solidão é aparência e, essa aparente solidão mantém viva a busca pelo outro; o duplo visível.
Logo acontecem os encontros e nossa carcaça aferece-se aos outros. Oferecemos essencialmente o que não se pode medir. Segue a caminhada, talvez menos cega e mais tolerante. Não, não estamos soltos. Estamos de acordo com as verdades e mentiras que criamos. Sejamos então, livres em pensamento.
Cada palavra livremente pensada é um encontro com Deus.
Um comentário:
Eu nunca sei o que comentar sobre seus posts. Mas eu gosto muito ok?
Te admiro por isso, não sei se sou capaz de escrever assim como você.
Parabéns mesmo bruna!
Estou sempre por aqui lendo!
bjs
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