
Nesses 40 minutos de duração da minha viagem, resolvo pensar no tempo que me falta. Não o tempo que vai durar minha vida, mas o tempo que me resta para seguir pensando no que sou. Queria poder contar com a eternidade. Queria também que ela mantivesse minha conciência ativa e me presenteasse com um papel qualquer para eu rabiscar. E, se não fosse pedir muito, eu gostaria de palavras para contar qualquer história.
Não é que aqui no ônibus, bem ao lado do banco em que estou sentada, alguém toma um pedaço de papel e escreve. É uma menina nova. Assim como é novidade boa ter alguém para compartilhar desse meu envolvimento. Estou feliz por ter 40 minutos de prosa invisível.
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