
Quando cai a madrugada,
apagam-se as luzes vizinhas.
Eu me encontro aqui sozinha.
Não.Das linhas acompanhada!
Enquanto uma idéia caminha,
logo por outra é alcansada.
Entre os tracejados de linhas
formam-se letras borradas.
Aos poucos das alegrias,
sinto-me libertada.
E das minhas melodramias
inteiramente cercada.
Ali, escrava e protegida,
a minha prática de escrita,
Pouco divina, pouco fantástica,
não pretende ser bonita.
Eu sei, não foi abençoada.
Há muito não é benzida,
mas traz ao papel branco vida.
Só um pouco, quase nada.
E na minha sala vazia,
movem-se em cantoria
as idéias congregadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário