quinta-feira, 3 de abril de 2008

Boca dos anéis quebrados


Quando cai a madrugada,

apagam-se as luzes vizinhas.

Eu me encontro aqui sozinha.

Não.Das linhas acompanhada!



Enquanto uma idéia caminha,

logo por outra é alcansada.

Entre os tracejados de linhas

formam-se letras borradas.



Aos poucos das alegrias,

sinto-me libertada.

E das minhas melodramias

inteiramente cercada.



Ali, escrava e protegida,

a minha prática de escrita,

Pouco divina, pouco fantástica,

não pretende ser bonita.



Eu sei, não foi abençoada.

Há muito não é benzida,

mas traz ao papel branco vida.

Só um pouco, quase nada.



E na minha sala vazia,

movem-se em cantoria

as idéias congregadas.




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