
Se não me olha, fala.
E quando fala, grita.
E se não grita, geme.
Com sua voz aflita.
Com sua voz aflita
E uma frieza torta.
Quase não diz palavras
Quando abre a porta.
Quando não abre a porta
Eu quebro a campainha
E penso que estás morta
No chão da cozinha.
Logo o chão da cozinha,
Um lugar tão frio!
É um chão tão vazio.
Então eu desconfio,
Queres ficar sozinha!
Ela está sozinha.
Eu estou descontente.
Agora ela caminha
e eu, inconsequente
quero segui-la em paz.
Só a gente entende a nossa ladainha.
No chão da cozinha. No chão da cozinha.
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