sábado, 12 de abril de 2008

Eu e Ela




Se não me olha, fala.

E quando fala, grita.

E se não grita, geme.

Com sua voz aflita.


Com sua voz aflita

E uma frieza torta.

Quase não diz palavras

Quando abre a porta.


Quando não abre a porta

Eu quebro a campainha

E penso que estás morta

No chão da cozinha.


Logo o chão da cozinha,

Um lugar tão frio!

É um chão tão vazio.

Então eu desconfio,

Queres ficar sozinha!


Ela está sozinha.

Eu estou descontente.

Agora ela caminha

e eu, inconsequente

quero segui-la em paz.


Só a gente entende a nossa ladainha.

No chão da cozinha. No chão da cozinha.

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