sexta-feira, 4 de abril de 2008

Por favor




Os meus suspiros, ele arranca.
A pele branca, ele arranha.
Brinca, com sua voz rouca.
E acha em tudo, coisa pouca.

Na minha casa quer ficar,
Acha que eu não vou notar,
Acha que eu não vou ligar,
Que é só meu modo de falar.

É só um modo de falar.
Que são os modos de falar?
Eu amo, não posso fingir.
Tu, não podes mais ouvir!
É muito baixo o meu amor.
Faça silêncio, por favor!

Mesmo que eu não esteja ai
E que não possas mais ouvir
Faça silêncio, por favor!
Pois é tão baixo o meu amor.
É tão baixo o meu amor,
que é querer muito sussurar.
É querer muito declarar
ou transfigurar-se de dor.

Ainda ama-se baixinho...Quase no silêncio!

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