sábado, 24 de maio de 2008

Glóbulos II




Os teus olhos são olhos molhados,

De quem teve pressa em chorar,

E achou que não iriam notar

As pálpebras inchadas, os glóbulos ilhados.




Peço que chore as minhas lágrimas,

Pois meus olhos há muito secaram.


Em dois olhos que já se amaram


Há clarividência, alguma essência, ímãs.




Guarde minhas lágrimas e leia as minhas rimas.



Guarde minhas lágrimas e rimas,

Mesmo as rasas e pequenas.

Minhas ambições, meus problemas,

Manias, lamentações e cismas.
Chore por mim, pois minha lágrima é éter.



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