sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Deixe sim, Santa Luzia!






Se me pego soluçando, bem na noite em que caia

do céu , sem riso e sem ouro, sem medo ou melancolia

tua estrela mais bonita, saberei do meu pecado.


Saberei que estou cansado por viver atormentado


Dia e noite, noite e dia. Aos teus pés já destroçado


por tamanha covardia!



Não se vê aqui na terra chuva de prata e poesia!


Deixe então, Santa Luzia, que joguem à mim mais estrelas,


que joguem mais serpentinas, que acendam mais labaredas!


Deixe então, Santa Luzia, que eu confesse em cantoria


que o pecado que eu sofria era não ter a nobreza


de cultuar a beleza de toda coisa que caía. Só estrela e poesia!


Ai que então, eu sofria!

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