
Se me pego soluçando, bem na noite em que caia
do céu , sem riso e sem ouro, sem medo ou melancolia
tua estrela mais bonita, saberei do meu pecado.
Saberei que estou cansado por viver atormentado
Dia e noite, noite e dia. Aos teus pés já destroçado
por tamanha covardia!
Não se vê aqui na terra chuva de prata e poesia!
Deixe então, Santa Luzia, que joguem à mim mais estrelas,
que joguem mais serpentinas, que acendam mais labaredas!
Deixe então, Santa Luzia, que eu confesse em cantoria
que o pecado que eu sofria era não ter a nobreza
de cultuar a beleza de toda coisa que caía. Só estrela e poesia!
Ai que então, eu sofria!
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